segunda-feira, 23 de abril de 2007

A diferença entre ficar sozinha e ficar comigo mesma

Como é difícil diferenciar estas duas situações: há momentos em que sinto uma solidão imensa e outros nos quais necessito silêncio. Quando surge a necessidade do recolhimento, do silêncio, a vontade de ficar só olhando o mar, por exemplo, ou contemplando as mudanças de cores do céu no final do dia, tudo isso quer dizer que estou precisando ficar comigo mesma, mas como é difícil fazer a cabeça parar de pensar, parar de repassar mil coisas... gosto de deitar, colocar um boa música e ficar ouvindo por horas e horas, mas nem sempre o pensamento consegue a paz, muitas vezes a própria música leva ele por um caminho ou outro, e lá vem outra vez a dificuldade de desligar um pouquinho o botão e dar tempo...tempo para não pensar, para relaxar, para estar comigo mesma. Encontrar essa quietude interior acho que deve ser uma questão de disciplina, de persistência. Sentir-se só é bem diferente. No meu caso, acho que é mais doloroso também. Quando me sinto só, posso ler um livro, ver um filme, telefonar para algum amigo, mas parece que nada disso preenche o vazio. Há um vazio maior que a solidão. Não sei de onde vem, nem se ele vai desaparecer algum dia. Isso me dá tristeza. Descubrir que estou comigo mesma, me faz muito mais feliz. O xis da questão é saber, aprender, entender e perceber em qual das curvas do caminho devo dar a volta para encontrar comigo mesma e não com a solidão.

Cuánto vale tu sueño?

HABANA BLUES, de Benito Zambrano
"Vivir es elegir"
Este fim de semana vi um filme que havia comprado há um certo tempo e ainda não havia encontrado, talvez, a vontade de assisti-lo. Gostei muito. Não falo sobre roteiro, fotografia, direção, mas sobre o tema tratado no filme que é muito interessante. Te deixa cheio de perguntas: até onde vc é capaz de ir para cumprir seu sonho? Que preço vc paga pra realizar o que quer? Quanto de princípio e quanto de ambição vale na hora dessa escolha? Dois músicos desconhecidos buscam sereem famosos. Um deles, para assinar contrato com uma produtora espanhola-americana precisa comprometer-se a um discurso anti-Cuba e a não ter mais direito a voltar à ilha. O outro, decide pela sua música, decide ficar sem dinheiro mas não enriquecer mais uma produtora americana, escolhe seus amigos, sua terra, e não vende sua música em troca das suas convicções. Uma esposa arrisca tudo com dois filhos, cruzando em um barco para Miami, onde poderá ter uma melhor vida, mas deixando seu marido e seus amigos. O que vale a pena realmente na hora de fazer uma escolha assim?

Vai não vai?

Fim de semana de muitas promessas, planos... e muito sono. Na sexta andava naquela vai não vai pra praia. Acabou ficando pra sábado e no sábado não rolou, Takó se fue! Alguns amigos andavam na cidade, Márcio do Rio, Jonitas de Bue, mas dessa vez foram só desencontros e a soneira venceu os bares. Final do fim de semana, óbvio, noctívaga total, cyber 64!!! Aqui estou!